As fontes históricas

O trabalho do historiador consiste em interpretar os fatos históricos ou as experiências humanas por meio da análise de registros que foram deixados por uma sociedade em determinado tempo e local. Graças a esse procedimento, o historiador torna-se capaz de compreender e interpretar a história.

Para investigar, explicar e compreender os fatos históricos, o historiador necessita estudar documentos ou fontes históricas, ou seja, os registros, vestígios ou marcas da presença dos homens que viveram no passado.

O que chamamos de documento ou fonte histórica não é necessariamente produzido pelos indivíduos com o objetivo de deixar testemunhos para aqueles que viverão no futuro. São os pesquisadores, ao estudarem determinado documento ou fonte histórica, que atribuem um sentido a esses documentos. Cada pesquisador ou grupo de estudiosos elege, baseado em estudos, experiência pessoal e objetivo de trabalho, um conjunto de critérios científicos para definir a relevância e o sentido do material histórico que tem em mãos. Dessa maneira, o presente influencia o modo como vemos e entendemos o passado do homem.

Existem diferentes tipos de documentos históricos: escritos, orais, sonoros, visuais e os que compõem a chamada cultura material. Sendo assim, podem ser encontrados em forma de documentos oficiais (leis, contratos, registros contábeis, registros de cartório) ou particulares (de empresas ou pessoais), publicações científicas, imprensa (livros, revistas e jornais), letras de música, inscrições em monumentos, dados estatísticos, pinturas, esculturas, construções, filmes, vídeos, fotografias, discos, roupas, chapéus, calçados, utensílios domésticos, joias, moedas, enfim, qualquer objeto criado pelo homem. As fontes ou documentos orais são as entrevistas, os relatos, os “causos”, os contos, as lendas, os mitos, as fábulas, entre outras manifestações verbais.

A ausência da escrita no período denominado Pré-história dificulta os estudos sobre a organização social dos povos que viveram naquele tempo. A arqueologia busca inforaçãoes nos vestígios materiais, como armamentos, restos de alimentos e peças de cerâmica.

O aparecimento da grafia mudou radicalmente a forma como podemos analisar o passado. Documentos escritos, mesmo quando parecem sem importância, como uma lista de gastos com a manutenção de um engenho de açúcar do período colonia brasileiro, nos fornecem valiosas informações, como o tipo de alimentação, as possíveis causas de doenças da época, entre outras características. Quando articulados com outras fontes, documentos desse tipo ajudam a montar um panorama mais completo da época estudada.

Grande parte das fontes históricas materiais é encontrada em instituições públicas ou privadas, tais como museus, arquivos, universidades, igrejas, galerias de arte e outros espaços. Esse conjunto de fontes materiais é denominado  patrimônio histórico e cultural  de um povo.

No Brasil, de acordo com o capítulo III, da lei nº 25 de 30 de novembro de 1937, órgãos federais, estaduais e municipais são responsáveis pelo tombamento e pela conservação do patrimônio histórico e artístico do país. Entre eles destacam-se o Iphan, órgão federal, os Institutos Estaduais e os  Conselhos Municipais, que podem ser de natureza deliberativa ou consultiva.

Entretanto, nem sempre os investimentos público são suficientes para a preservação do patrimônio histórico e artístico do país. Muitos projetos de conservação contam com o apoio financeiro de instituições privadas, que me troca recebem incentivos fiscais como a diminuição ou a isenção de certos impostos. Além disso, com essas ações, as empresas ganham credibilidade e a confiança da opinião pública por evidenciar um relativo retorno do lucro das empresas, para a sociedade.

 

Referência bibliográfica

Braick, Patrícia Ramos

História: Das cavernas ao terceiro milênio /

Patrícia Ramos Braick, Myrian Becho Mota. –

2. ed. – São Paulo: Moderna, 2010.

 

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